Em Portugal é um dos objectivos do Governo a curto prazo, revelou ontem na Figueira da Foz a secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, Idália Moniz.
Segundo Idália Moniz o primeiro passo foi dado com a aprovação de um diploma, que autoriza a utilização dos cães de assistência em locais públicos aos portadores de surdez e outras deficiências. Até anteontem, data em que foi aprovada a medida, a legislação só abrangia os cães-guia para cegos.
"Estão dados os primeiros passos para uma nova fase", sublinhou a governante, reportando-se à intenção do Governo em credenciar a actividade dos cães-guia.
"Desejamos o alargamento do número de cães e a credenciação de ensino", que será coordenada pelo futuro Instituto Nacional para a Reabilitação.
A novidade, anunciada no II Encontro Nacional de Utilizadores de Cão-Guia, agradou aos dirigentes do Clube Português de Utilizadores de Cão-Guia (CPUC), que promoveram a iniciativa. De acordo com João Fernandes, presidente d CPUC, "as pessoas estão mal informadas" e, por vezes, os cegos com cães-guia sentem dificuldades em entrar em unidades hoteleiras ou nos transportes públicos. Com as novas medidas espera-se que este tipo de animais deixe de ser encarado como um incómodo.
Em Portugal existe apenas uma escola de cães-guia, em Mortágua, que forma 12 cães por ano. A lista de pedidos é extensa e o tempo de espera ronda os três anos.